Cristiano Ronaldo pode ser suspenso por até seis meses após abandonar a concentração da seleção portuguesa nesta quarta-feira, em Copenhague, na véspera do duelo com a Dinamarca, pela Liga das Nações 2026/27. O artigo 160 do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) prevê punição para jogadores que deixarem, sem justificativa, treinamentos, jogos ou outras atividades relacionadas à seleção.
De acordo com o parágrafo 1º do artigo, o jogador regularmente convocado que abandonar ou não comparecer injustificadamente a uma atividade da seleção pode ser punido com suspensão de um a seis meses. Em caso de jogador profissional, o regulamento também prevê multa de cinco a dez unidades de conta (UC), equivalente a cerca de 500 a 1.000 euros. Cada unidade de conta corresponde atualmente a 102 euros.
O regulamento também prevê suspensão preventiva automática em casos de ausência ou abandono. O parágrafo 2º do artigo 160 estabelece que “a ausência ou o abandono determina a suspensão preventiva automática do jogador nos termos previstos no presente Regulamento”.
Apesar da previsão no regulamento, Cristiano Ronaldo afirmou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira, que conversou com Pedro Proença, presidente da FPF, antes de deixar a concentração.
“Após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional, e no seguimento de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional. A seu tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”.
A saída aconteceu após o técnico Jorge Jesus conceder entrevista coletiva antes do confronto com a Dinamarca. Cristiano Ronaldo havia ficado no banco durante toda a vitória por 2 a 1 sobre a Noruega e chegou a fazer aquecimento no segundo tempo, mas não entrou em campo. Posteriormente, Jorge Jesus admitiu que o atacante ficou irritado com a decisão.
Na coletiva, Jorge Jesus afirmou que havia planejado não utilizar Cristiano Ronaldo contra Noruega e Dinamarca, mas deixou aberta a possibilidade de colocá-lo em campo caso fosse necessário. O treinador também disse que as regras seriam iguais para todos os jogadores da seleção.


