O Corinthians apresentou à Caixa Econômica Federal uma proposta para quitar a dívida da Neo Química Arena, atualmente estimada em R$ 630 milhões, utilizando os naming rights do estádio e outros ativos comerciais. A proposta será discutida pelo Conselho Diretor do banco estatal.
A ideia apresentada pelo Corinthians é que a Caixa assuma o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por um determinado período. Em troca, o banco daria a dívida de aproximadamente R$ 630 milhões como quitada.
Atualmente, os naming rights pertencem à Hypera Pharma, que paga cerca de R$ 15 milhões por ano, corrigidos pela inflação, desde a assinatura do contrato em 2020. A diretoria corintiana avalia que o valor de mercado atual do naming rights da arena é de aproximadamente R$ 70 milhões por temporada.
Além dos naming rights, a proposta envolve outros produtos e ativos comerciais. O Corinthians ofereceu, por exemplo, a possibilidade de lançar títulos de capitalização, transferir a operação financeira do clube para a Caixa e criar cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor.
O presidente Osmar Stabile, o diretor jurídico Pedro Soares e o diretor cultural Rafael Castilho estiveram na sede da Caixa, em Brasília, na semana passada para tratar da proposta.
Os dirigentes saíram da reunião otimistas com a possibilidade de um acordo. O assunto deve ser analisado pelo Conselho Diretor da Caixa nesta terça-feira (29).
O Corinthians também pediu que o banco devolva R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação da dívida, assinado em 2022. Como o clube está em dia com as parcelas, a diretoria pretende utilizar esse dinheiro no fluxo financeiro da instituição.
Caso o acordo com a Caixa avance, o Corinthians pretende oferecer à Hypera Pharma os naming rights de outras instalações do clube, como o CT Joaquim Grava.
O contrato atual da Neo Química Arena foi firmado em 2020, com duração de 20 anos e valor inicial de R$ 300 milhões, equivalente a R$ 15 milhões por temporada, corrigidos pela inflação.
Desde a inauguração do estádio, em 2014, o Corinthians já desembolsou cerca de R$ 600 milhões ao longo dos anos para pagar o financiamento da construção.
O contrato de renegociação firmado em 2022 estabeleceu dezembro de 2041 como prazo para a quitação da dívida. O acordo prevê amortizações crescentes a partir de 2025 e juros de 2% ao ano acrescidos da variação do CDI.
A dívida com a Caixa representa cerca de 22,5% do endividamento total do Corinthians, estimado em aproximadamente R$ 2,8 bilhões.




