O Corinthians e a Caixa Econômica Federal firmaram um termo de confidencialidade com o objetivo de avançar nas conversas referentes ao débito da construção da Neo Química Arena, localizada em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. O acerto contratual autoriza a troca de dados sigilosos para a avaliação de novas alternativas de financiamento do estádio.
A formalização do documento ocorreu com a presença do presidente corintiano, Osmar Stabile, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e de representantes da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do clube. A novidade foi comunicada por meio de uma nota oficial emitida em conjunto pela instituição esportiva e pela instituição financeira.
Antes da mobilização de campanha de arrecadação capitaneada pela torcida, o montante principal da dívida era de R$ 688 milhões, sem a incidência de reajustes. A ação promovida pelos torcedores conseguiu abater cerca de R$ 30 milhões da quantia devida.
Informações divulgadas pelo portal UOL indicam que a Caixa optou por suspender de maneira temporária uma obrigação de aproximadamente R$ 30 milhões ligada ao fundo de reserva do financiamento. A quantia em questão não será descontada do saldo devedor do Corinthians, enquanto o banco avalia a possibilidade de adquirir os naming rights da arena.
O presidente Osmar Stabile optou por não registrar candidatura para a eleição que definirá o próximo dirigente do clube, agendada para 28 de novembro. O atual mandatário destacou que seus esforços estão integralmente voltados para as tratativas financeiras, em um cenário em que os débitos totais da entidade alcançam R$ 2,8 bilhões.
“A minha prioridade absoluta é avançar na reorganização financeira do Corinthians, especialmente em questões estratégicas e decisivas para o futuro do Clube, como a importante negociação em andamento com a Caixa Econômica Federal”, pontuou o dirigente em nota oficial.
As obras da casa corintiana tiveram início em 2011, financiadas por empréstimos bancários e certificados de incentivo ao desenvolvimento. A execução do projeto ficou a cargo da Odebrecht, atualmente rebatizada como Novonor, contando ainda com incentivos fiscais oferecidos pela Prefeitura de São Paulo.
No ano de 2013, o clube fechou o contrato de empréstimo junto à Caixa, utilizando verbas oriundas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltadas para a preparação de arenas para a Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil. No período de lançamento das obras, a presidência do Corinthians era exercida por Andrés Sanchez.


