O Corinthians voltou a atrasar o pagamento de uma parcela referente ao acordo estabelecido na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Trata-se da segunda vez consecutiva que o clube deixa de quitar o valor no prazo. Diante da nova inadimplência, o Cuiabá, um dos principais credores da instituição devido à negociação do volante Raniele, solicitou a prorrogação do transfer ban vigente por mais seis meses, com início contado a partir de outubro deste ano.
“Determine-se a extensão da sanção de proibição de registro de novos atletas, pelo prazo de seis meses, a contar de outubro de 2026, sem possibilidade de suspensão mediante regularização, nos termos do item 90 da Ordem Processual nº 3, ou, subsidiariamente, prorrogue a sanção vigente, no mínimo, até o encerramento da janela de registros do início da temporada de 2027”
O atraso anterior havia ocorrido na prestação correspondente ao mês de julho. Somadas, as duas parcelas atingem o montante aproximado de R$ 16 milhões. O primeiro atraso motivou a aplicação de um transfer ban por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Por meio de nota oficial, a diretoria corintiana se manifestou sobre o episódio:
“O Sport Club Corinthians Paulista informa que está ciente da situação envolvendo o acordo firmado junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e segue trabalhando para regularizar a questão. O Clube tem se empenhado na busca de soluções que permitam o cumprimento de suas obrigações financeiras, dentro do processo de reestruturação atualmente conduzido pela direção. O Corinthians reforça que o tema é tratado como prioridade e que continuará adotando todas as medidas necessárias para solucioná-lo”
Atualmente, a gestão liderada pelo presidente Osmar Stabile enfrenta outras duas sanções de transfer ban: uma originada por pendências financeiras com o Philadelphia Union pela contratação do volante José Martínez, e outra decorrente da aquisição do meio-campista Charles junto ao Midtjylland, da Dinamarca.
No final da temporada passada, o time paulista já havia lidado com impasses similares envolvendo prazos da CNRD. Em outubro, a CBF apontou um atraso de três dias no pagamento da segunda parcela de um acordo que englobava uma dívida de R$ 788.332,82 com o Cuiabá pela compra de Raniele. Embora o débito tenha sido quitado após o vencimento, a punição não foi evitada. Meses depois, em janeiro, a diretoria optou por antecipar a terceira prestação para conseguir derrubar a restrição que impedia o registro de novos jogadores.


