O Corinthians tenta transformar o clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira (4), em um ponto de partida para reagir no Campeonato Brasileiro. Na 17ª colocação, com 36 pontos, o time comandado por Clarence Seedorf enfrenta o rival às 21h30, na Vila Belmiro, pressionado pela luta contra o rebaixamento. O histórico recente mostra que os clássicos podem servir de impulso, embora não sejam garantia de recuperação.
Um levantamento das campanhas de 2007, 2018, 2020 e 2024 aponta que o Corinthians disputou 22 clássicos contra Palmeiras, Santos e São Paulo nessas temporadas de dificuldade. Foram cinco vitórias, seis empates e 11 derrotas, com aproveitamento de 31,8%. Os números mostram um desempenho irregular diante dos principais rivais e indicam que os resultados contra os demais adversários também foram decisivos para definir o destino da equipe.
O exemplo mais doloroso aconteceu em 2007. Naquele ano, o Timão conquistou duas vitórias, empatou duas vezes e perdeu outras duas nos clássicos estaduais, mas terminou o Brasileirão na 17ª posição, com 44 pontos, e foi rebaixado pela primeira vez. Em 2018 e 2020, o desempenho também foi fraco nos confrontos contra os rivais, mas o clube conseguiu permanecer na Série A.
A lembrança mais positiva vem de 2024. Ameaçado pela queda, o Corinthians venceu o Palmeiras por 2 a 0, em novembro, na Neo Química Arena, e iniciou uma arrancada que levou a equipe ao sétimo lugar, com 56 pontos. Na ocasião, o triunfo no Dérbi fortaleceu a recuperação comandada por Ramón Díaz e ajudou a afastar o risco de rebaixamento.
Agora, o Majestoso representa uma nova oportunidade de reação. O Corinthians já venceu o São Paulo por 3 a 2 no primeiro turno, mas tem apenas uma vitória em oito clássicos disputados em 2026. Para deixar a zona de rebaixamento, o time precisa melhorar o aproveitamento nesta reta final e, principalmente, transformar um eventual resultado positivo diante do rival em regularidade nas rodadas seguintes.


