A saída de Hulk do Atlético, ocorrida em maio deste ano, voltou a ser pauta nos bastidores da SAF alvinegra. Em entrevista recente, o CEO do clube, Pedro Daniel, abriu o jogo sobre as negociações com o atacante e explicou os motivos que impediram a renovação de seu vínculo com a instituição. Daniel afirmou que o craque é quase página virada no clube.
“É quase uma virada de página para o clube. O Hulk é um profissional de altíssimo nível, um cara que chega cedo e é sempre um dos últimos a ir embora. É um exemplo dentro do elenco. Era legal ver como ele, de fato, puxava isso em termos de profissionalismo entre os mais jovens. Se o Hulk está fazendo, então eu também vou fazer - disse em entrevista à CNN.
Bastidores e projeto de longo prazo
De acordo com o dirigente, a diretoria tinha o desejo de proporcionar uma despedida histórica para o atleta, considerado um dos maiores ídolos da história atleticana. Logo após assumir a gestão, Pedro Daniel promoveu um encontro com o jogador para apresentar um plano estratégico que previa a permanência de Hulk no clube em uma nova função após a aposentadoria dos gramados.
“Oferecemos tudo aquilo que era possível dentro do nosso modelo de negócio. Propusemos que ele cumprisse o contrato, que era válido até o final do ano, e que fizéssemos uma grande festa de despedida para ele, como o maior ídolo da história do clube. Esse foi o desenho que construímos. Só que ele tinha outros planos: queria um contrato mais longo, queria jogar por mais um ano. Então entramos naquela linha de que a instituição é maior do que qualquer funcionário”, comentou Daniel.
A proposta incluía a possibilidade de o atacante atuar como o principal símbolo da franquia e contava até mesmo com a produção de um documentário para registrar sua última temporada com a camisa alvinegra. Contudo, os planos do atleta diferiam dos objetivos da diretoria para o momento.
Divergência de objetivos e desfecho
Enquanto o clube planejava o encerramento do ciclo ao término do contrato vigente, Hulk manifestou o desejo de estender sua carreira por mais uma temporada e exigia um vínculo mais longo. Diante da negativa da diretoria em estender o contrato por mais um ano, as partes não chegaram a um acordo.
Pedro Daniel ressaltou a importância do profissional para o elenco, destacando sua postura exemplar nos treinamentos e a influência positiva sobre os atletas mais jovens. Apesar disso, o executivo reforçou a postura adotada pela diretoria diante do impasse nas tratativas.
“Oferecemos tudo aquilo que era possível dentro do nosso modelo de negócio. Propusemos que ele cumprisse o contrato, que era válido até o final do ano, e que fizéssemos uma grande festa de despedida para ele, como o maior ídolo da história do clube. Esse foi o desenho que construímos. Só que ele tinha outros planos: queria um contrato mais longo, queria jogar por mais um ano. Então entramos naquela linha de que a instituição é maior do que qualquer funcionário.”
Com o fim das negociações, o atacante deixou o Atlético-MG em maio e acertou sua transferência para o Fluminense, encerrando sua trajetória no clube mineiro.


