A tentativa do Flamengo de reverter a eliminação para o Estudiantes, da Argentina, na semifinal da Copa Libertadores repercutiu na imprensa argentina. A equipe brasileira foi eliminada após dois empates sem gols e derrota por 3 a 2 na disputa de pênaltis, resultado que garantiu ao clube de La Plata uma vaga na decisão continental.
O Flamengo contestou aspectos da partida e procurou caminhos para questionar o resultado junto à Conmebol. A iniciativa chamou a atenção dos veículos argentinos, que acompanharam os desdobramentos da insatisfação rubro-negra após a definição do finalista.
O ponto central da reclamação é a inscrição do zagueiro Marcos Rojo. O Estudiantes havia recebido duas negativas da Conmebol para registrar o defensor, contratado em outubro, mas conseguiu uma autorização provisória do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para escalá-lo contra o Flamengo. O clube carioca argumenta que essa liberação não eliminava a possibilidade de sanções esportivas.
A repercussão na Argentina destacou a confiança do Estudiantes na legalidade da escalação. Segundo relatos dos jornais Olé, Clarín e La Nación, a diretoria argentina considera que a autorização obtida no TAS sustenta sua posição no caso. O presidente Juan Sebastián Verón demonstrou tranquilidade diante da contestação rubro-negra.
Em nota oficial, o Flamengo afirmou que apresentou a reclamação dentro do prazo regulamentar e pediu que o caso seja decidido antes da final da Libertadores. O clube cita as regras sobre escalação irregular e defende que elas sejam aplicadas igualmente a todos os participantes. Até que a Conmebol tome uma decisão, o Estudiantes segue confirmado na final contra o Palmeiras, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu.


