O Nottingham Forest planeja uma grande reformulação em sua tradicional casa, o City Ground. O bicampeão da Liga dos Campeões da Europa projeta um aporte financeiro de 790 milhões de libras esterlinas, o equivalente a cerca de R$ 5,5 bilhões, para modernizar e ampliar a capacidade do estádio.
A intenção do clube é elevar a lotação dos atuais 31 mil lugares para 52,5 mil assentos. Contudo, o acréscimo de aproximadamente 20 mil torcedores em dias de partidas gerou um impasse referente ao deslocamento nas proximidades do Rio Trent, onde a praça esportiva está situada.
Inicialmente, a diretoria propôs o fechamento parcial de faixas na ponte existente na região, mas a alternativa foi rejeitada pelas autoridades locais. Uma segunda alternativa com restrições de tráfego também não recebeu o aval necessário. Diante disso, o plano definitivo passou a incluir a construção de uma nova ponte ultramoderna sobre o Rio Trent para absorver o fluxo de pedestres.
Além da expansão das arquibancadas, o projeto arquitetônico abrange outras intervenções urbanísticas e estruturais no complexo esportivo. Entre as novidades previstas estão uma nova praça pública, opções de entretenimento, um restaurante, além de instalações aprimoradas para a mídia, áreas de hospitalidade e conferências. Até o momento, a diretoria ainda não definiu uma data oficial para o início das obras.
O investimento robusto acompanha o momento de consolidação do Nottingham Forest no futebol britânico. Após 23 anos afastado da elite nacional, o clube assegurou o retorno à Premier League na temporada 2021/22 por meio dos playoffs da Championship.
Sob a gestão do proprietário grego Evangelos Marinakis, o clube investiu fortemente na montagem do elenco. Após temporadas lutando contra o rebaixamento, o Forest alcançou a sétima posição em 2024/25. Na temporada seguinte, terminou na 16ª colocação com 44 pontos e, atualmente, disputa a edição de 2026/27 da Premier League.
