O atacante Gustavo Caballero, do Santos, pretende acionar a Justiça contra a empresa Movida após passar por uma situação constrangedora na última terça-feira (3). O jogador paraguaio foi abordado pela Polícia Militar durante a travessia da balsa entre Santos e Guarujá porque o carro que dirigia apresentava uma restrição no sistema policial. Segundo o atleta, o problema foi provocado por um erro de cadastro da locadora.
Caballero explicou que alugou o veículo em 31 de agosto, apresentou seus documentos pessoais e realizou os pagamentos normalmente com um cartão próprio. No entanto, a empresa teria vinculado o contrato aos dados de outro homem, também paraguaio e com parte do nome idêntica à do jogador. Ao identificar uma locação registrada em seu nome, o terceiro procurou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência.
A situação levou à abordagem policial, e o atacante chegou a ser encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo o relato do jogador, os agentes identificaram o equívoco e o liberaram. Caballero também afirmou que foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou consumo de bebida alcoólica. Depois do episódio, ele devolveu o automóvel à locadora.
Em manifestação nas redes sociais, o atleta classificou o ocorrido como um erro absurdo e lamentou a exposição de sua imagem. A defesa informou que pretende buscar reparação pelos danos pessoais e profissionais causados pela situação. O Santos também divulgou uma segunda nota para esclarecer que, após os depoimentos, as autoridades identificaram que o caso não envolvia um veículo roubado, mas um contrato de locação registrado em nome de outra pessoa.
Procurada, a Movida informou que iniciou uma apuração interna para identificar as circunstâncias do episódio e verificar os procedimentos envolvidos. A empresa afirmou ainda que está em contato com as partes e colaborando com as autoridades. Até a conclusão da investigação, não há divulgação de um posicionamento definitivo da locadora sobre a origem da falha.


