A passagem da Seleção Brasileira pela Austrália marcou uma data especial na carreira do volante Bruno Guimarães. Ao atingir a marca de 50 partidas com a camisa amarela na vitória por 4 a 2 sobre os australianos, em Brisbane, o jogador do Arsenal celebrou o momento acumulando funções de destaque, como balançar as redes e vestir a braçadeira de capitão pela primeira vez.
Absoluto sob o comando de Carlo Ancelotti, o meio-campista é o segundo atleta com maior minutagem na era do treinador italiano, somando 1.299 minutos em campo, ficando atrás apenas de Vini Júnior, que tem 1.318. A relação de confiança com a comissão técnica reforça o status de titular intocável na equipe nacional.
Trajetória e consolidação no grupo
Convocado pela primeira vez por Tite em outubro de 2020 e estreando em novembro do mesmo ano contra o Uruguai, Bruno Guimarães vivenciou diferentes fases pela equipe nacional. O jogador destacou a evolução de seu papel ao longo dos ciclos de Copa do Mundo:
"Um primeiro ciclo de inserção ao grupo e indo a minha primeira Copa; depois fui conseguindo buscar meu espaço e tive uma Copa do Mundo em que pude jogar; e agora, neste novo ciclo, servindo de ponte para os jogadores mais novos que estão chegando."
Ao longo de sua trajetória pela Seleção, o volante acumula 50 jogos, sendo 39 como titular, com quatro gols marcados e 12 assistências distribuídas. Ele também passou por diferentes gestões técnicas, mantendo a titularidade com Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti.
Superação após o Mundial e liderança
Na partida comemorativa em Brisbane, diante da ausência de Marquinhos e após a substituição de Raphinha no intervalo, Bruno Guimarães assumiu a capitania pela primeira vez na carreira pela equipe nacional. O momento também serviu para deixar definitivamente para trás a cobrança de pênalti desperdiçada nas oitivas de final da última Copa do Mundo, diante da Noruega.
Ao comentar a dinâmica de cobranças na equipe e a escolha para que Vini Júnior batesse na partida recente, o camisa 8 afastou qualquer polêmica:
"Aqui a gente não tem vaidade nenhuma. No último jogo da Copa, o Ancelotti mandou eu bater, hoje ele mandou o Vini. O Vini também estava precisando fazer um gol, eu já tinha feito. A gente não tem vaidade nenhuma. A gente quer o bem do Brasil."
Com o moral elevado com a comissão técnica, o grupo brasileiro desembarcou na Índia para o próximo compromisso da data FIFA. No sábado, às 11h (horário de Brasília), a Seleção enfrenta a equipe da Índia em Calcutá.
