Na vitória da Seleção Brasileira sobre a Austrália por 4 a 2, em amistoso disputado na manhã desta terça-feira (29/9), o quarto gol da Amarelinha foi marcado por Vinícius Júnior. O camisa 7 converteu uma penalidade máxima e sacramentou o triunfo, mas um diálogo entre o atacante e o meio-campista Bruno Guimarães antes da cobrança chamou a atenção sobre a hierarquia de batedores da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
O tema segue em evidência desde a eliminação do Brasil para a Noruega no Mundial deste ano. Na ocasião, o volante desperdiçou um pênalti ao chutar fraco e permitir a defesa do goleiro Nyland. O técnico italiano foi alvo de fortes críticas por não escalar Vini Jr., que vivia grande fase e brigava pela artilharia, para a cobrança.
Explicações de Ancelotti e dos jogadores
Dessa vez, o cenário foi diferente. Raphinha, o principal cobrador, havia marcado o primeiro gol de pênalti do Brasil na partida e deixado o campo no intervalo com um incômodo na coxa direita. Com a ausência dele, Bruno Guimarães assumiria a responsabilidade, mas o meio-campista já havia balançado as redes anteriormente no confronto — assim como Raphinha, que empatou o jogo.
Diante disso, Ancelotti avaliou que era o momento de ceder a cobrança a Vinícius Júnior. “O Bruno já tinha marcado um gol. O cobrador era o Raphinha, que bateu o primeiro, e o segundo era o Bruno. Mas o Bruno já tinha feito um gol. Então eu acho que o Vini merecia marcar. Ele cobrou bem o pênalti e fez”, declarou o treinador.
Vini Jr. corroborou a versão e destacou a importância de retomar o caminho dos gols. “O Bruno é o que bate pênalti para nós quando o Rapha não está em campo. Eu achei que ele queria bater, mas ele sabe que eu estou precisando de um pouco de confiança. Tinha alguns jogos que eu não fazia gol. É importante voltar a marcar”, disse o atacante.
Por sua vez, Bruno Guimarães descartou qualquer tipo de atrito ou vaidade dentro do grupo. “Depois desse negócio do pênalti, muitas coisas apareceram. Aqui a gente não tem vaidade nenhuma. No último jogo da Copa, o Ancelotti mandou eu bater, hoje ele mandou o Vini. O Vini também estava precisando fazer um gol, eu já tinha feito. A gente não tem vaidade nenhuma. A gente quer o bem do Brasil”, afirmou.
Próximo compromisso
O último desafio da Seleção Brasileira nesta Data Fifa será contra a Índia. O duelo está marcado para este sábado (3/10), às 11h (de Brasília).
