O Botafogo tenta mudar o ambiente de crise e ganhar fôlego na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira (4), o time recebe o Atlético, às 21h30, no Estádio Nilton Santos, em um confronto considerado decisivo para as pretensões alvinegras na reta final da competição. A mobilização envolve jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores.
Dentro de campo, o técnico Tite tem a missão de recuperar a confiança do elenco e dar mais consistência à equipe. O Botafogo atravessa uma sequência negativa e apresenta dificuldades para reagir durante as partidas. Apesar de o grupo ser considerado internamente capaz de brigar por posições melhores, os resultados recentes aumentaram a pressão sobre o treinador e os jogadores.
Fora das quatro linhas, o clube também busca aproximar a torcida. Antes do confronto, integrantes de torcidas organizadas estiveram no CT Lonier para cobrar uma reação imediata. Houve demonstração de confiança no elenco, mas também um alerta: novos protestos poderão acontecer caso o desempenho não melhore.
A diretoria promoveu ingressos para tentar aumentar a presença no Nilton Santos, mas a procura ficou abaixo da expectativa. A previsão era de pouco mais de 25 mil torcedores em um estádio com cerca de 40 mil lugares liberados. Nas redes sociais, o Botafogo lançou a campanha “É pelo Botafogo”, com vídeos e mensagens de ex-jogadores, personalidades e influenciadores convocando a torcida. A média de público do clube na temporada, pouco acima de 15 mil pessoas por partida, também preocupa.
O Botafogo ocupa a 13ª colocação, com 39 pontos, e tem apenas dois de vantagem sobre o Grêmio, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. Depois de enfrentar o Atlético, a equipe carioca terá pela frente Corinthians, Bahia, São Paulo e Santos. Com cinco rodadas restantes, o duelo desta quarta-feira representa uma oportunidade importante para aliviar a pressão e recuperar a confiança.


