O técnico Artur Jorge adotou uma formação diferente na vitória do Cruzeiro por 3 a 1 sobre o Athletico-PR, válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe celeste deixou de lado o habitual 4-2-3-1 e atuou em um esquema próximo ao 4-4-2. Resta saber se o comandante manterá a estratégia no próximo compromisso da Raposa contra o Santos, marcado para este sábado (12/9), às 21h, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada.
Mudança tática e contexto
Antes da alteração promovida pelo treinador português, parte da torcida vinha criticando o modelo anterior, apontando que a utilização de dois pontas e três meio-campistas deixava espaços desprotegidos no meio-campo. Inclusive, na eliminação para o Atlético por 2 a 1, pela volta da Copa do Brasil, os gols sofridos tiveram origem justamente nessa região do terreno de juego.
Para o duelo contra o Athletico-PR, o comandante sacou o ponta direita Wesley e escalou o volante Matheus Henrique. O setor intermediário foi encorpado com Matheus Pereira, Gerson, Lucas Romero e o próprio Matheus Henrique, enquanto Kaio Jorge e Keny Arroyo formaram a dupla de ataque.
Justificativa do treinador
Questionado sobre a alteração, Artur Jorge negou que a mudança tenha ocorrido por causa da queda na Copa do Brasil. Segundo ele, a decisão foi tomada com base nas características do Athletico-PR, que se organizou em um 3-4-2-1, visando maior controle da posse de bola e neutralização das jogadas ofensivas do rival.
“Foram alterações feitas em função do que analisamos e vimos do adversário. Alterações que visávamos ter mais controle do jogo por meio da posse de bola. Sabíamos que o Athletico-PR tinha jogadores muito rápidos na frente, principalmente o Viveros, que gosta e procura situações de um para um. Procuramos controlar isso com os dois zagueiros mais próximos dele. Era importante não só controlar o destino, mas também a fonte. Os quatro homens (Matheus Pereira, Gerson, Matheus Henrique e Romero), que fizeram jogo extraordinário, pela forma como correram e se entregaram, foram capazes de anular os dois primeiros volantes do adversário (Jadson e Gustavo) e, depois, os que estavam em zona baixa (João e Leozinho)”
