A relação entre Cristiano Ronaldo e a seleção de Portugal atravessa um momento crítico. Na quarta-feira (30/9), o atacante deixou a concentração da equipe nacional e ficou fora dos próximos compromissos válidos pela Liga das Nações. O veterano apontou divergências com o técnico Jorge Jesus como o estopim para a sua saída, embora não tenha detalhado publicamente todas as motivações.
Conforme veículos da imprensa portuguesa, o desgaste entre o atleta e o comando técnico vinha se acumulando. Após a eliminação de Portugal para a Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo, Cristiano planejava encerrar sua trajetória na seleção. A saída de Roberto Martínez do cargo e a chegada de Jorge Jesus — contratado pelo presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença — mudaram o cenário, convencendo o craque a estender sua carreira internacional.
Para a atual Data Fifa, o planejamento inicial estipulava que o camisa 7 participasse apenas dos confrontos em solo português, contra País de Gales (diante do qual atuou por 67 minutos) e Noruega, ganhando repouso nos compromissos como visitante.
O panorama mudou quando Jorge Jesus solicitou a presença de Cristiano Ronaldo no duelo diante da Noruega, realizado no último domingo (27/9). O jogador chegou a figurar no banco de reservas e realizou aquecimento, mas não foi acionado, gerando insatisfação.
Posteriormente, o treinador alterou novamente o planejamento e pediu que o atacante estivesse em campo contra a Dinamarca, em partida marcada para a tarde de quinta-feira (1/10). A nova exigência revoltou o atleta, que relatou a pessoas próximas ter se sentido desrespeitado pela condução do caso e pelas declarações públicas do comandante.
O atrito ganhou força após uma entrevista coletiva em que Jorge Jesus abordou a situação física do elenco. O técnico afirmou que o jogador realizou trabalho de academia e negou qualquer recusa em treinar, citando também os casos de Francisco Conceição (ausente por lesão) e João Félix (poupado por fadiga).
Pouco depois das declarações, Cristiano Ronaldo foi visto embarcando em uma van preta da Federação Portuguesa de Futebol para deixar o estádio Parken. Segundo o jornal Marca, o destino do jogador seria Madri, o que confirma sua ausência nos duelos frente à Dinamarca (nesta quinta-feira, 1/10) e à Noruega (no domingo, 4/10).
Através das redes sociais, o atacante preferiu não entrar em maiores polêmicas ao se despedir temporariamente do grupo. Em postagem no Instagram, desejou sorte aos companheiros e prometeu esclarecer os fatos futuramente aos torcedores portugueses sobre os motivos que o levaram a deixar a equipe nacional.


